Dói
Lateja
Sufoca
Do sufocamento à calma
Da angústia à liberdade do ar
Respira
Aperta de novo
Dói
Lateja
Sufoca
Por um breve momento respira
Esquece
Enternece
Sente o ar
Expira
E aperta
Dói
Lateja
Sufoca
Respira
O ar entra com frieza
Sai com toda leveza
E fora sente o frio de que não sabe
Endurece
Aperta
Dói
Sufoca
Lateja
Lateja esperando pelo suspiro.
espaço do equilibrista para pensar, refletir e atravessar a corda, que nunca termina, sempre se transforma.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Silêncio
Precisa do silêncio
Da calma
Do espaço
Do vão
Precisa do tempo
Tempo de deixar
Tempo de assentar
Tempo pra calar
Precisa da pausa
Da calma
Do espaço
Do vão
Precisa do tempo
Tempo de deixar
Tempo de assentar
Tempo pra calar
Precisa da pausa
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Pode-se
Quando bate o vento
Pode-se a chave cair
Quando chove
Pode cair tempestade
Pode serenar
Pode ser chuvisco ou granulado
Pode-se o tempo passar
Pode-se passar pelo tempo
Pode-se ficar no instante
Pode-se num instante estar
A porta pode ficar entreaberta
Pode fechar
Pode trancar ou até emperrar
Pode ser brisa
Pode-se a porta fechar
Pode-se o trinco cerrarPode-se a chave cair
Quando chove
Pode cair tempestade
Pode serenar
Pode ser chuvisco ou granulado
Pode-se o tempo passar
Pode-se passar pelo tempo
Pode-se ficar no instante
Pode-se num instante estar
A porta pode ficar entreaberta
Pode fechar
Pode trancar ou até emperrar
Pode a chuva soprar forte
Pode ser maresia
Pode ser tempestade
Há que se entender o poder
Há que se saber esperar
Há que se cumprir o sentir
Há que se deixar de levar
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Venha
Venha quando quiseres
Quando tiveres sede
Quando sentires o chão
Venha com os pés
Mas que sejam os seus
Não os meus a te guiar
Venha de peito aberto
De alma lavada
De rosto tranquilo
Venha por si
Consigo
Com a sorte e a certeza
Venha pelo destino
Pelo traço já feito
Pelo caminho percorrido
Espero
Até o tempo que seja
Tempo em que a minha certeza
Ainda caiba na sua
Quando tiveres sede
Quando sentires o chão
Venha com os pés
Mas que sejam os seus
Não os meus a te guiar
Venha de peito aberto
De alma lavada
De rosto tranquilo
Venha por si
Consigo
Com a sorte e a certeza
Venha pelo destino
Pelo traço já feito
Pelo caminho percorrido
Espero
Até o tempo que seja
Tempo em que a minha certeza
Ainda caiba na sua
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Dança
A esperança dança
Rodopia, segue o passo
Até onde a linha alcança
A esperança roda
Faz novelos de lã
Em cima do traço
Sabe que não é vã
A esperança é verde
Colorida, cor pastel
Cor de vento que assopra
Cor de folha que se mexe
Roda, roda roda
Anda pra trás
Movendo pra frente
Como uma dança sem passo certo
Como música de pé de ouvido.
Rodopia, segue o passo
Até onde a linha alcança
A esperança roda
Faz novelos de lã
Em cima do traço
Sabe que não é vã
A esperança é verde
Colorida, cor pastel
Cor de vento que assopra
Cor de folha que se mexe
Roda, roda roda
Anda pra trás
Movendo pra frente
Como uma dança sem passo certo
Como música de pé de ouvido.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Mais respeito
Mais respeito que eu sou grande
Mais respeito que eu sou forte
Mais respeito que apesar de curto,
Sou firme, intenso, bravo
Mais respeito que corto como faca
Que borbulho como água fervendo
Que aperto como último buraco do sinto
Mais respeito que não vou embora agora
Vim pra ficar
Ficar o tempo que der
Não o tempo que você quiser
Mais respeito que finco o pé
Não me mexo
Fico parado, mesmo se sacudido
Não sou leve como pluma
Não voo como papel no vento
Não vou embora como a água que escorre
Mais respeito que fico
Que faço
Que crio, construo e destruo
Mais respeito que sou teimoso
Mais respeito que sou valente
E se tentares, em vão,
Me tirar do lugar onde estou
Eu grito, eu clamo, eu faço barulho
Mais respeito que vou
Mas vou quando quiser
Quando for a hora de partir.
Mais respeito que eu sou forte
Mais respeito que apesar de curto,
Sou firme, intenso, bravo
Mais respeito que corto como faca
Que borbulho como água fervendo
Que aperto como último buraco do sinto
Mais respeito que não vou embora agora
Vim pra ficar
Ficar o tempo que der
Não o tempo que você quiser
Mais respeito que finco o pé
Não me mexo
Fico parado, mesmo se sacudido
Não sou leve como pluma
Não voo como papel no vento
Não vou embora como a água que escorre
Mais respeito que fico
Que faço
Que crio, construo e destruo
Mais respeito que sou teimoso
Mais respeito que sou valente
E se tentares, em vão,
Me tirar do lugar onde estou
Eu grito, eu clamo, eu faço barulho
Mais respeito que vou
Mas vou quando quiser
Quando for a hora de partir.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Músculo vazio
Músculo que pulsa
Vazio que se acumula
Parte que falta
Falta que não cabe
Vazio que não se contém
Buraco rasgado
Miolo arrancado
Aperto calado
Calado que grita
Quer sair
É preso
Não pode falar
Se cala
E pulsa.
E pulsa
E pulsa
Pulsa como quem quer ir embora
Como quem não pode esperar
Como quem quer agora
A não espera
A não demora
O contrário da falta
O vazio completo
Vazio que se acumula
Parte que falta
Falta que não cabe
Vazio que não se contém
Buraco rasgado
Miolo arrancado
Aperto calado
Calado que grita
Quer sair
É preso
Não pode falar
Se cala
E pulsa.
E pulsa
E pulsa
Pulsa como quem quer ir embora
Como quem não pode esperar
Como quem quer agora
A não espera
A não demora
O contrário da falta
O vazio completo
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