Como pode
músculo que pulsa
pro corpo respirar
desatinar feito crina
disparar feito cavalgada?
Como pode músculo que respira
se distrair com o vento
sair feito um doido
pairar feito um anjo?
Como pode músculo que é vida
de repente se cria
Num instante se recria
Num minuto reverbera?
Como pode
Horas sim outras também
Saltitar como menino
Rodopiar feito peão
esquecendo que é mesmo um coração?
Como pode se deixar assim
Se alargar sem fim
Se desdepenender de mim?
espaço do equilibrista para pensar, refletir e atravessar a corda, que nunca termina, sempre se transforma.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Sempre
Às vezes bate,
Às vezes espera
Às vezes leve
Num instante acelera.
às vezes passo
as vezes calmo
às vezes pranto
às vezes falto
ás vezes vibra
às vezes seca
às vezes cansa
num minuto se encerra.
às vezes isso
às vezes nunca
às vezes sinto
às vezes surda
às vezes esqueço,
por vezes, adormeço.
Às vezes espera
Às vezes leve
Num instante acelera.
às vezes passo
as vezes calmo
às vezes pranto
às vezes falto
ás vezes vibra
às vezes seca
às vezes cansa
num minuto se encerra.
às vezes isso
às vezes nunca
às vezes sinto
às vezes surda
às vezes esqueço,
por vezes, adormeço.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Olhos sorrisos
O espaço sentido
Riacho percorrido
Riso acometido
Riso acometido
O chão que se foge
Esperança de norte
Sem amor escondido
Os olhos que brilham
de leve cintilam
o que o corpo padece
É com os olhos cerrados
Com o corpo comprido
Com os passos erguidos
Que canto no dia
O sonho não dantes vivido.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Acaso
Do acaso fez se o espaço
Radiante no abraço
Milhares de setas rumo ao laço.
Do acaso fez -se um instante
Puro e inebriante
Soberbo e borbulhante.
Radiante no abraço
Milhares de setas rumo ao laço.
Do acaso fez -se um instante
Puro e inebriante
Soberbo e borbulhante.
Devaneios
Me encontro num mundo
onde os pés pairam acima do chão
Onde o sorriso se abre antes que se chegue ao não
Onde o peito explode de imensidão
Onde a alma inebria sem dor nem vão.
Me encontro num mundo
Acima do norte
Por debaixo da sorte
Sem astro, sem morte.
Me encontro num mundo
Onde lágrimas são flores
Sorrisos são amores
Espaços são multicolores
Me encontro num mundo assim
Sem mais nem porquê
Sem aspas nem laquê
Me e encontro assim
Borbulho sem fim
Mais que inteiro
E digo sim.
onde os pés pairam acima do chão
Onde o sorriso se abre antes que se chegue ao não
Onde o peito explode de imensidão
Onde a alma inebria sem dor nem vão.
Me encontro num mundo
Acima do norte
Por debaixo da sorte
Sem astro, sem morte.
Me encontro num mundo
Onde lágrimas são flores
Sorrisos são amores
Espaços são multicolores
Me encontro num mundo assim
Sem mais nem porquê
Sem aspas nem laquê
Me e encontro assim
Borbulho sem fim
Mais que inteiro
E digo sim.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Tempo distante
Te amaria de qualquer jeito
Mesmo que não soubesse o instante
Mesmo que não houvesse o presente
Te amaria de qualquer jeito fosse Paris,
Roma ou cidade com chão de giz.
Te amaria naquele instante
Pelo vidro cintilante
Café e vinho
Mundo distante.
Te amaria por uma semana
um mês, um ano ou o que fosse bastante.
Te amaria como te amei
Entre passos,
pedaços, percalços.
Entre pontes e torres
Quadros e vagões
Perdido de mim num dia nublado
Te amaria como te amei naquele instante.
Sem dúvida, sem dor, sem tempo distante.
Mesmo que não soubesse o instante
Mesmo que não houvesse o presente
Te amaria de qualquer jeito fosse Paris,
Roma ou cidade com chão de giz.
Te amaria naquele instante
Pelo vidro cintilante
Café e vinho
Mundo distante.
Te amaria por uma semana
um mês, um ano ou o que fosse bastante.
Te amaria como te amei
Entre passos,
pedaços, percalços.
Entre pontes e torres
Quadros e vagões
Perdido de mim num dia nublado
Te amaria como te amei naquele instante.
Sem dúvida, sem dor, sem tempo distante.
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