Sensação de dever cumprido. Sensação de produto meu, feito, elaborado, pensado, acarinhado, embalado, criado por mim. Fruto da minha história, das minhas vivências, minhas leituras, minhas experiência, minha vida. Feito com todo cuidado, como quando a gente cuida de uma planta no jardim. Perseverado, acreditado como quem quer que seu aluno aprenda, como quem quer subir uma montanha, uma trilha, descer uma correnteza.
Felicidade de quem sabe que é só seu e ninguém tasca. Felicidade de ter criado, acreditado e percebido que nem era tão difícil assim como diziam. Perceber que é sim uma de suas grandes habilidades fazer crescer, discorrer, escrever.
Sentir que deu mais um passo na corda, que agora se transformou mais uma vez. Sentir que tem mais firmeza, mais equilíbrio, menos medo.
E melhor, sensação de primeiro. Primeiro passo, primeira obra. Caminho apenas iniciado
Monografia Pronta, entregue!
espaço do equilibrista para pensar, refletir e atravessar a corda, que nunca termina, sempre se transforma.
terça-feira, 19 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
80 anos
Minha avó é daquelas criaturas que parecem ter saído de um livro de histórias., Matriarca maior dessa família, reúne todos à mesa, conta casos, histórias, ouve, às vezes se espanta com tanta modernidade. Não gosta de internet, não se entende com o celular, e se dá o direito de depois de tanto tempo, não querer se envolver com a tecnologia. Dona Apparecida, ou Dona Benta, gosta de é cuidar! Dos filhos, dos netos, dos futuros bisnetos...
Vó que sabe ter alma de criança, força de mentora desse lar, que chora, que ri, que ainda leva cantada do moço na rua e dá risada, deixando a neta horrorizada! Vó que já viveu poucas e boas, que já perdeu muito, já ganhou um outro tanto, mas que consegue como ninguém unir essa italianada toda!
Vóvozinha me lembra risada, carinho, colo, ternura sem fim. Comida caseira, com gosto que só a dela tem, gosto de família, de união, tempero de amor mesmo. Amor de Vó.
Vóvozinha me lembra risada, carinho, colo, ternura sem fim. Comida caseira, com gosto que só a dela tem, gosto de família, de união, tempero de amor mesmo. Amor de Vó.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Tudo novo, denovo
Nada como novas amizades e um fim de semana no sítio!
Nada como olhar pra cada canto da casa e ter uma história pra contar:
Nada como rever conceitos, pré-conceitos, imagens e percepções das coisas. Nada como se abrir ao novo, ao diferente, ao desequilíbrio, mesmo que pareça angustiante num primeiro momento.
Nada como tentar nascer denovo, descobrir que não se está só, que não se sofre só e que partilhar pode ser a melhor solução pra se sair de onde está.
Nada como ir passo a passo ganhando terreno, construindo a casa, arrumando os móveis, fazendo do lugar novo um lar.
Nada como se deixar conhecer, agradar.
É tudo novo, denovo.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Tiradentes e a Ditadura Militar
Hoje é dia de Tiradentes, mas com tantos feriados de tantos motivos por aí, acabamos esquecendo o que nos fazem parar nesses dias. Eu também provavelmente me esqueceria do porque não trabalho nesse dia se não fossem por dois fatores aparentemente sem relação.
Domingo passado assisti ao filme "Batismo de sangue", baseado no livro homônimo de Frei Beto, que conta a história de quatro freis dominicanos durante a ditadura militar no Brasil. Nunca tinha tido a real dimensão do que foi e do tamanho sofrimento que causou a ditadura antes desse filme.
Pensar que um grupo de militares não só tomou o poder a força como teve esse poder legitimado por grande parte da nossa população, ver o quanto sofreram, literalmente, na pele os presos políticos que só queriam libertar a sociedade de um governo violento e sem escrúpulos, pedindo um governo que repartisse os bens entre todos. Em tempos pós Osama Bin Laden, ver que esses intelectuais, artistas, freis, cidadãos eram chamados de terroristas é, se não inconcebível, um pouco inacreditável. Minha geração viveu a maior parte da vida na "democracia", se é que podemos dizer que nosso país tenha uma democracia real, que não seja só política.
O filme retrata diversas cenas de tortura, fortes, com peso de verdade, e as consequências que elas trouxeram àqueles homens e mulheres. Difícil entender como muitos conseguiram sobreviver sãos depois de tanto sofrimento. Alguns não puderam resistir, não pelo corpo, mas pela mente e pela alma que ficaram para sempre naquelas horas de tortura. Preferiram deixar vida para dar fim ao tormento que os perseguia.
O filme não me mobilizou tanto emocionalmente na hora em que terminou quanto no dia seguinte. Era algo que precisava ser pensado e digerido (se é que é possível digerir isso em algum momento).
No dia seguinte, na escola quando falávamos às crianças quem foi Tiradentes, o que ele tentou fazer pelo Brasil e como foi punido, todo o filme me veio a mente, fui profundamente tocada e ferida.
Nesse momento, em que a outra professora explicava, algo que, é claro, eu já "sabia" desde a idade de meus alunos, tive uma súbita tomada de consciência. Sofri muito,por saber que aquele homem, que só quis trazer ao nosso país, liberdade e independência, foi humilhado,morto enforcado e esquartejado. Logo então me vieram as cenas do filme, cenas que como a da morte de Tiradentes realmente aconteceram, não foram somente um parágrafo escrito num livro de história. Senti enorme tristeza por ser membro de um povo que tenha feito isso com seus homens e mulheres. Senti enorme dor por pertencer a esse povo, que pune tentativa de liberdade com tortura, impulso à vida com a morte. E chorei, chorei e continuo chorando por Tiradentes, por Beto, por Tito e por tantos outros que tiveram que sentir dor, sede, fome, saudade, medo, desespero e que tiveram que morrer por amor a nossa pátria.
Domingo passado assisti ao filme "Batismo de sangue", baseado no livro homônimo de Frei Beto, que conta a história de quatro freis dominicanos durante a ditadura militar no Brasil. Nunca tinha tido a real dimensão do que foi e do tamanho sofrimento que causou a ditadura antes desse filme.
Pensar que um grupo de militares não só tomou o poder a força como teve esse poder legitimado por grande parte da nossa população, ver o quanto sofreram, literalmente, na pele os presos políticos que só queriam libertar a sociedade de um governo violento e sem escrúpulos, pedindo um governo que repartisse os bens entre todos. Em tempos pós Osama Bin Laden, ver que esses intelectuais, artistas, freis, cidadãos eram chamados de terroristas é, se não inconcebível, um pouco inacreditável. Minha geração viveu a maior parte da vida na "democracia", se é que podemos dizer que nosso país tenha uma democracia real, que não seja só política.
O filme retrata diversas cenas de tortura, fortes, com peso de verdade, e as consequências que elas trouxeram àqueles homens e mulheres. Difícil entender como muitos conseguiram sobreviver sãos depois de tanto sofrimento. Alguns não puderam resistir, não pelo corpo, mas pela mente e pela alma que ficaram para sempre naquelas horas de tortura. Preferiram deixar vida para dar fim ao tormento que os perseguia.
O filme não me mobilizou tanto emocionalmente na hora em que terminou quanto no dia seguinte. Era algo que precisava ser pensado e digerido (se é que é possível digerir isso em algum momento).
No dia seguinte, na escola quando falávamos às crianças quem foi Tiradentes, o que ele tentou fazer pelo Brasil e como foi punido, todo o filme me veio a mente, fui profundamente tocada e ferida.
Nesse momento, em que a outra professora explicava, algo que, é claro, eu já "sabia" desde a idade de meus alunos, tive uma súbita tomada de consciência. Sofri muito,por saber que aquele homem, que só quis trazer ao nosso país, liberdade e independência, foi humilhado,morto enforcado e esquartejado. Logo então me vieram as cenas do filme, cenas que como a da morte de Tiradentes realmente aconteceram, não foram somente um parágrafo escrito num livro de história. Senti enorme tristeza por ser membro de um povo que tenha feito isso com seus homens e mulheres. Senti enorme dor por pertencer a esse povo, que pune tentativa de liberdade com tortura, impulso à vida com a morte. E chorei, chorei e continuo chorando por Tiradentes, por Beto, por Tito e por tantos outros que tiveram que sentir dor, sede, fome, saudade, medo, desespero e que tiveram que morrer por amor a nossa pátria.
Tentei, mas acho que ainda não consegui e talvez nunca consiga, expressar aqui, em alguns parágrafos de um texto, a real tomada de consciência do que aconteceu (e ainda acontece) no Brasil.
domingo, 19 de abril de 2009
Carinhoso
Abriu os olhos. Eram seis da manhã e aquele pensamento atormentava-a. Decidiu então ir ao encontro do tormento. Tomar uma decisão, sair da rotina de um domingo pacato e sem vida. Partiu rumo ao desconhecido com ponta de conhecimento. Partiu em busca daquilo que mais queria. Tinha medo de tudo dar errado, de sair do normal e controlado numa busca desenfreada para acalmar o coração. Saiu em busca. Saiu.
O coração estava naqueles dias de bater forte, lembrando-a a todo tempo que ele estava ali. Sim, ela foi atrás dele.
Estava sendo guiada pelo impulso, seu companheiro não muito frequente, pois ela gostava de manter tudo controlado, sem imprevistos, sem novidades, tudo ao seu alcance de controle. Mas aquilo que sentia já saia de seu controle, então por que não ir em busca.
Chegou. O tormendo parou por alguns momentos. Olhou as pessoas, os prédios, viu que aquilo era comum. Ninguém a olhava, a observava por estar só. Sentiu- se grande, maior do que já tinha estado antes. Sentiu-se madura, adulta, inteira.
Foi encontrada pelo que tanto almejava, como se já não bastasse o encontro, tinha sido achada. Sorriu.
Oscilava entre uma tempestade e uma calmaria. Não tinha mais aquela sensação de que tudo ia acabar no próximo instante. Sentia que esse instante duraria a eternidade. E durava.
Ele a levava para o seu mundo, um mundo fora do dela, o mundo real. Ela tentava entrar no seu mundo, com medo de parecer fora do mundo. Olhava, chegava mais perto. Mas era só chegar perto que o tormento, agora já de encontro com sua razão de ser, voltava a fazer tempestade.
Misturava uma felicidade incabível,transbordante, com um tanto de vontade de chorar. Não era tristeza nem alegria. Era poesia. Que nem palavra pode dar nome. Que nem nome pode ser suficiente. Se dividia agora entre a poesia e a realidade. Arriscar o maior do seus mundos pra abraçar com toda força aquilo que nem ela sabia se cabia dentro de si? Desistir para acabar com a tormenta poética?
Não fez nem uma coisa nem outra. Voltou pra casa com a quase maior da felicidades (sim, pois ela ainda não estava completa). Felicidade simples de criança que vê a mãe buscá-la na escola, felicidade de dia de céu azul, felicidade de filme do Chaplin que consegue misturar lágrima e sorriso num mesmo instante.
O medo da poesia em vão? Esse ela deixou pra depois.
E quando chegou em casa só restava de tudo isso, um Carinhoso de Pixinguinha que cantou, cantou sem parar.
O coração estava naqueles dias de bater forte, lembrando-a a todo tempo que ele estava ali. Sim, ela foi atrás dele.
Estava sendo guiada pelo impulso, seu companheiro não muito frequente, pois ela gostava de manter tudo controlado, sem imprevistos, sem novidades, tudo ao seu alcance de controle. Mas aquilo que sentia já saia de seu controle, então por que não ir em busca.
Chegou. O tormendo parou por alguns momentos. Olhou as pessoas, os prédios, viu que aquilo era comum. Ninguém a olhava, a observava por estar só. Sentiu- se grande, maior do que já tinha estado antes. Sentiu-se madura, adulta, inteira.
Foi encontrada pelo que tanto almejava, como se já não bastasse o encontro, tinha sido achada. Sorriu.
Oscilava entre uma tempestade e uma calmaria. Não tinha mais aquela sensação de que tudo ia acabar no próximo instante. Sentia que esse instante duraria a eternidade. E durava.
Ele a levava para o seu mundo, um mundo fora do dela, o mundo real. Ela tentava entrar no seu mundo, com medo de parecer fora do mundo. Olhava, chegava mais perto. Mas era só chegar perto que o tormento, agora já de encontro com sua razão de ser, voltava a fazer tempestade.
Misturava uma felicidade incabível,transbordante, com um tanto de vontade de chorar. Não era tristeza nem alegria. Era poesia. Que nem palavra pode dar nome. Que nem nome pode ser suficiente. Se dividia agora entre a poesia e a realidade. Arriscar o maior do seus mundos pra abraçar com toda força aquilo que nem ela sabia se cabia dentro de si? Desistir para acabar com a tormenta poética?
Não fez nem uma coisa nem outra. Voltou pra casa com a quase maior da felicidades (sim, pois ela ainda não estava completa). Felicidade simples de criança que vê a mãe buscá-la na escola, felicidade de dia de céu azul, felicidade de filme do Chaplin que consegue misturar lágrima e sorriso num mesmo instante.
O medo da poesia em vão? Esse ela deixou pra depois.
E quando chegou em casa só restava de tudo isso, um Carinhoso de Pixinguinha que cantou, cantou sem parar.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Pérolas do Dia a dia
A professora tenta explicar que não se deve reclamar quando se ganha um presente que já se tem:
- Turma, o que que a gente faz quando ganha um presente que já tem?
- Troca!
***********************************
A professora e as crianças brincam com bonecos em formas de animais e,olhando para o tigre, diz:
- Olha, é o thundercats!
- Não professora, não é thundercatas é Wild Cats!
Pano Rápido!
- Turma, o que que a gente faz quando ganha um presente que já tem?
- Troca!
***********************************
A professora e as crianças brincam com bonecos em formas de animais e,olhando para o tigre, diz:
- Olha, é o thundercats!
- Não professora, não é thundercatas é Wild Cats!
Pano Rápido!
Assinar:
Postagens (Atom)
